Junta de Freguesia de Carvalhosa

Património

Igreja Matriz

Este templo dedicado a São Tiago, foi ampliado em 1620. A sua arquitectura é de tal maneira rara que é caso único em Portugal, e em toda a Península Ibérica só existe uma outra com as mesmas características. A raridade está no facto de o seu interior estar dividido em duas amplas naves exactamente iguais.

Com aparelho de contrária à vista, a sua fachada principal que é muito simples, com empena triangular encimada por uma cruz latina, é ladeada por uma torre sineira de forma quadrangular, com remate piramidal. A fachada tem duas portas de entrada, em forma rectangular, simetricamente colocadas para darem entrada directa a cada uma das naves, sobrepujadas por duas pequenas janelas. Ao meio um nicho central com a bela imagem gótica do padroeiro, em calcário, que conjuntamente com duas imagens de Raimonda e Ferreira, constituem um importante conjunto imaginário medieval do concelho. No interior destaque para a particularidade das suas naves, para a Capela-mor revestida de azulejos do séc. XVII e para a árvore de Jessé, um importante trabalho, do séc. XVIII, com grande significado iconográfico, por ser uma das três existentes em Portugal.

Capela de Santa Luzia

Esta Capela encontra-se num largo das traseiras da Igreja Matriz a data a sua construção do séc. XVIII (1703). É um templo simples com cantaria à vista e telhado de duas águas, assente em cornija emoldurada. Quer a empena principal, quer a posterior são rematadas por cruz latina, assente em plinto decorado. No interior, também ele muito simples, sobressai um pequeno altar em pedra e a imagem de Santa Luzia.
Mosteiro de Bande (Carmelo).

Em Bande encontra-se o Carmelo do Imaculado Coração de Maria, um mosteiro de Irmãs Carmelitas Descalças e que possui, ainda, uma hospedaria monástica para todos aqueles que pretendam descansar ou realizar um pequeno retiro.

Capela do Senhor do Lírio Escuro

Situada em pequena elevação, à qual se pode aceder da rua do Senhor do Bonfim por um caminho de terra batida, esta capela que recentemente sofreu restauro, foi mandado edificar por António Ferreira Neto, que morava no lugar do Outeiro e era Comissário do Rei, no séc. XVIII. É uma capela muito simples, sem grandes elementos arquitectónicos. Toda ela com cantaria à vista tem fachada principal com empena triangular rematada por uma torre sineira de recente colocação e do lado esquerdo uma fresta característica do século da sua construção. No interior possui um pequeno altar em cantaria e uma bela imagem do Senhor do Lírio.

O principal destaque vai para uma coluna em granito existente no exterior da capela, perto da porta, que teria servido como suporte de um cruzeiro, na qual foram gravadas em relevo uma caveira e duas tíbias em cruz.

Casa do Fontão / Capela de São Bento

A Casa de Fontão, é uma solarenga moradia do séc. XVIII (infelizmente a precisar que alguém ou alguma entidade ponha cobro à sua degradação), que pertenceu a António Carneiro Leão,

Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Anexa à casa está a Capela de São Bento, construída em 1733, a expensas de António Carneiro Leão, para que seus pais já idosos não tivessem de se deslocar à Matriz. Exteriormente é uma Capela simples sem grandes preocupações arquitectónicas. Vale pelo seu interior onde se destacam vários elementos decorativos tais como: um retábulo barroco com pinturas e talha rocaille, com decoração à base de pássaros, anjos e cachos de uvas; duas imagens, uma de Nossa Senhora da Aparecida e outra de São Francisco de Assis; e cinco sepulturas talhadas no chão, cobertas por taburnos.

Casa da Botica (ou Casa da Ponte)

Esta brasonada Casa da Botica, erigida no séc. XVIII, foi pertença dos Botelhos-Brandões, família de grandes posses, de cujo seio saíram vários sacerdotes e Oficiais de Ordenanças. Também conhecida por Casa da Ponte, o nome de Casa da Botica acabou por se sobrepor por nela ter existido, durante muito tempo, a única Botica (farmácia) das redondezas.

No séc. XVIII era uma casa com grande opulência, a ela pertencia a generalidade das terras das redondezas. Contudo na primeira metade do século seguinte, a má administração financeira do seu proprietário, o Capitão José Joaquim Brandão, levou a que todos os seus bens fossem penhorados, os quais posteriormente foram divididos e vendidos em hasta pública a terceiros.

Ponte Joanina

Situada a cerca de 150 metros da Casa da Botica, esta ponte Joanina, sobre o rio de Carvalhosa, terá sido construída no reinado de D. João V (século XVIII) por forma a facilitar o atravessamento do rio por parte daqueles que, provenientes de terras mais a norte, como Guimarães e Vizela, demandavam o litoral, sobretudo o Porto.

Construída totalmente em pedra bem aparelhada e em estilo românico, tem um só arco circular, possuindo igualmente, do lado norte uma abertura rectangular, para permitir a passagem das águas de uma levada paralela ao rio.

Actualmente encontra-se inserida numa via de utilização rural e está a necessitar de um pouco de atenção para que não se venha a perder este interessante monumento.

Monumento aos Párocos

Colocado no largo da Igreja Matriz, com o intuito de homenagear todos os párocos que já passaram pela freguesia, esta escultura contemporânea, é da autoria do escultor concelhio de seu nome José Carlos Nogueira.

Pode ainda também ser contemplado como o “Monumento À Vida”, hoje somos crianças para aprender, amanhã o adulto para ensinar e depois do amanhã o ancião que sabe confiar na geração futura e entrega o cajado à juventude.

Este Monumento pretende também ser um monumento à cultura, “O livro” ,“A Palavra” ,“Good”, onde cada um efectua a sua própria leitura de sempre actual.

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